Espírito e conciliação

A palavra dialética foi criada pelos gregos, há muitos séculos, como uma técnica do discurso, ou a arte na altercação dos argumentos, com vistas a se alcançar a verdade. Foi assim com HERÁCLITO, SÓCRATES, PLATÃO e ARISTÓTELES, entre muitos outros. Por extensão, a dialética passou também a dizer respeito às condições contraditórias da Natureza, facilmente detectáveis no fato constante das transformações que afetam todas as coisas, surgindo e desaparecendo num constante devir. Continuar lendo

O espírito precisa salvar a razão

A Razão e o Espírito são categorias mentais criadas pela nossa inteligência, na forma de paradigmas abstratos necessários à compreensão da realidade que nos cerca, dentro de perspectivas virtuais ou simbólicas, mas que refletem bem a natureza de nossa intelectualidade. É um verdadeiro milagre que nosso cérebro tenha a capacidade de transcender os fenômenos sensíveis, dando-lhes uma natureza abstrata (a priori, segundo PLATÃO). Continuar lendo

O espírito, vida do Universo

É fato constatado pela História Antiga, que a humanidade sempre teve uma intuição natural de que o Universo é produto de causas que o ultrapassam, o que motivou o surgimento de variadas crenças, instintivas ou místicas, com o intuito de reverenciar as forças ocultas, os arcanos transcendentes que, embora aparentemente escondidos, nos oferecem pistas de Suas Presenças. Continuar lendo

Espiritualidade humana e divina

Nós, seres humanos, produtos da evolução biológica, deveríamos nos conformar com o destino reservado a todas as espécies animais, compreendendo os limites estreitos que a Natureza nos concede, ao operacionalizar os determinismos aleatórios que lhe são inerentes. Não obstante, não é isso o que ocorre com a espécie humana, que dotada de aptidões transcendentes, compartilha com o mundo superior das ideias e valores eternos, o mundo a priori das formas abstratas. Continuar lendo

As razões como princípios dogmáticos

As razões-matemáticas constituem um patamar de evidências incontestáveis, que todos aceitam sem discussão. Contudo, seus limites são aqueles da indagação referente ao porquê de nossa razão ser refém à autonomia dos números, ao ponto de chegarmos à conclusão de que Deus seria matemático? (Cfr. LIVIO, Mário. Deus é matemático? Rj, Ed Record, 2009). Continuar lendo

A espiritualidade ínsita no Cosmos

Segundo os cientistas atuais, o Universo, em sua essência, tem que ter um substrato espiritual, como condição para que pudesse se organizar e evoluir, pois é constituído, em sua realidade última, de forças contraditórias bastante excludentes, não fosse ele a manifestação divina que, em si mesma, é o milagre do habitat natural do Criador, presente velada ou explicitamente em tudo que acontece. Continuar lendo

O Direito em Perspectiva Semiótica

Introdução – Thomas Khun e a Função do Dogma na Investigação Científica

Objetivo : Trata-se de abordagem inovadora sobre as relações existentes entre os pressupostos dogmáticos encontrados entre as diversas teorias dos pesquisadores e suas revoluções científicas, apesar de que haveria uma opinião corriqueira de que dogma e pesquisa científica não se misturam. Continuar lendo

A realidade, além dos cinco sentidos

O conhecimento humano, por não ser de natureza concreta, mas sim virtual, encontra-se afinado com uma percepção translúcida da realidade, oferecendo margens para que possamos atingir níveis inusitados de espiritualidade, dependendo apenas de nosso aprendizado em perceber a realidade de forma não apenas em sua aparência como sujeito/objeto, mas ao contrário, como a manifestação de algo milagroso, a oportunidade para que as coisas  possam ter lugar, a partir da intuição do ser que se coloca em vez do nada. Continuar lendo

A mística na rotulagem do saber

O uso popular da palavra rótulo  acaba por enfraquecer o que este realmente pode significar em termos de originalidade na construção do saber.  Assim, rotular algo, na linguagem comum, é muitas vezes, revesti-lo de um significado pejorativo, geralmente implicando preconceitos e estereótipos apressados, que acabam apenas por comprometer o seu verdadeiro significado. Como exemplo, rotulamos toda a classe política como desonesta, o que não deixa de ser um grave sofisma, que confunde a parte com o todo; assim também, ao rotular Deus como juiz, enfatizamos apenas Seu Lado Autoritário, etc. Continuar lendo

Curso resumido de história do Paraná

O conhecimento da história se renova a cada descoberta de um documento, um testemunho ou o estudo de uma nova perspectiva dada por um pesquisador. Não obstante, são grandes os obstáculos gerados pelo desinteresse das novas gerações em conhecer a história, como se ela não influenciasse e não fosse a continuação de acontecimentos que estamos vivenciando.

É dessa forma que o empenho da Academia Paranaense de Letras em divulgar e implantar nas escolas o conhecimento da história do Paraná torna-se importante, agora facilitado pela inserção em seu site www.academiapr.org.br de um curso resumido em 18 aulas, com consulta gratuita por professores ou qualquer pessoa desejosa em conhecer a história do Paraná.

Bandeiras Estados do Brasil

Os resumos, escritos pelo acadêmico e prof. Antônio Celso Mendes (cadeira 34), tiveram como fonte de pesquisa principal a obra do historiador paranaense de grande renome, o professor Rui Wachowicz, que pertenceu à Academia Paranaense de Letras, obra essa recomendada como a mais didática e a mais acessível para a compreensão da evolução social e política do estado (História do Paraná. Ponta grossa, Ed Universidade Estadual, 2010, 10ª edição).

O curso compõe-se de 18 aulas, iniciando com uma motivação, um pensamento ou aforismo que reflita o caráter do problema, sendo recomendável  que a aula termine com uma reflexão sobre os aspectos passíveis de discussão, tornando-se úteis na consolidação do que foi aprendido.

Dessa forma, a APL apresenta uma importante contribuição à cultura do Paraná, no momento em que se empenha em superar os obstáculos burocráticos que têm dificultado a implantação da disciplina História do Paraná nos currículos das escolas fundamentais e médias do estado, conforme vem defendendo, há bastante tempo, a presidente da APL, Chloris Casagrande Justen.

Assim, vale a pena nos inteirarmos dos principais momentos que marcaram a transformação do estado e da república, como foram o cerco da Lapa, o contestado territorial entre o Paraná e Santa Catarina, entre outros acontecimentos, imprescindíveis no enriquecimento do acervo cultural de cada paranaense consciente de sua cidadania.

Porque a obra do prof Wachowicz encontra-se defasada em relação à evolução recente do estado, em suas transformações políticas e sociais, fomos forçados a procurar autores mais atuais, que nos pudessem oferecer os motivos relevantes e as lideranças que marcaram a história recente do estado, principalmente aquelas advindas no correr do século XX.

Como conclusão, o Paraná nos oferece hoje um panorama cheio de esperanças quanto à solução de seus atuais problemas, o que não deixa de ser o cumprimento da nossas responsabilidades em relação às gerações que virão.