Chapecoense: predestinação ou acaso

img_1240O conceito de predestinação tem, em primeiro lugar, um conteúdo cristão: refere-se ao pressuposto de que Deus, sendo onisciente, sabe de antemão quem se salva ou quem vai para o inferno, tendo por base inúmeras citações bíblicas (São Paulo, nas cartas aos romanos e aos filipenses, de forma destacada). No sentido laico, a predestinação se baseia na crença popular de que nada acontece por acaso, de que tudo está previamente determinado, pela evolução sucessiva das ocorrências. Continuar lendo

O Universo é, essencialmente, um processo virtual

As virtualidades constituem a realidade primária do mundo cósmico, pois o Universo, precário em sua existência, não possui nada de permanente ou estável. Compartilhando com o mundo de nosso saber (ciência, filosofia, arte e religião), permanece fortemente dependente de nossa espiritualidade. PIERRE LÉVY em sua obra O que é o virtual (SP, Ed 34, 1999) nos assegura que o virtual consiste na apreciação do real de uma forma diferente, não estática, mas dinâmica, momentânea, mas não irreal, simbólica, mas não imaginária, holística, mas não abstrata. Continuar lendo

Reflexões sobre a imortalidade

De acordo com a recomendação de PLATÃO “filosofar é aprender a morrer”, é oportuno, então, nos dedicarmos a tratar desse tema tão complexo de nossa natureza, as indicações percucientes  que confirmam nossa imortalidade. O ponto de partida aqui será o clássico dualismo, a tese que nos assegura a diferença radical que há entre nosso corpo e nosso espírito, como pensaram desde muito cedo SÓCRATES, PLATÃO, SANTO AGOSTINHO, DESCARTES, HEGEL e a maioria dos filósofos, que afirmam nossa realidade inteiramente dependente de um ESPÍRITO, estranho ao mundo material. Continuar lendo

A morte é um momento de transformação

Aparentemente, a morte significa o patético fim de nossos seres biológicos, limitados que estamos aos determinismos naturais. Não obstante, a morte nos parece importante à sustentação da vida, sem a qual esta não poderia se manter em sua continuidade. Em acréscimo, dotados de consciência e a partir dos instintos naturais de sobrevivência, ficamos com a convicção de que ela se resume apenas num processo natural de transformação, não possuindo estrutura essencial. Para isso, basta considerar nosso corpo envolvido em diferentes condições, quando relacionado, seja ao mundo cósmico, seja ao mundo quântico ou pelas características virtuais de nossa espiritualidade, que permite identificar-me independentemente de meu corpo, sendo este apenas um instrumento, uma morada do eu. Continuar lendo

Um Século de Cultura – História do Centro de Letras do Paraná (1912-2012)

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“O futuro é a projeção do passado condicionado pelo presente”
(Georges Braque, pintor francês)

Vivenciando o Centro de Letras do Paraná, no ano do Centenário, compreendemos, louvamos e exaltamos a sua importância e projeção, no cenário cultural paranaense.

Fundada em 19 de dezembro de 1912 por um pugilo de intelectuais, desde logo se sobressaiu, por isso que teve a sustentá-lo, no dizer de Euclides Bandeira, “maiores valores mentais desta terra”.

Dotado de sede própria, que oferece abrigo a outras entidades congêneres, um corpo associativo que ultrapassa três centenas, ampla biblioteca com mais de vinte mil títulos, a maioria de autores paranaenses, promovendo eventos literosmusicais todas as terças-feiras, antecedidos por “Chá de Confraternização”, patrocinando o lançamento de concursos e obras literárias e artísticas, produzindo, semestralmente, apreciável “Revista”, o Cenáculo acolhe os amantes da cultura e os confrades sentem tanto prazer em frequentá-lo, que nos acostumamos a intitulá-lo de “A Segunda Casa de Todos Nós”.

Tal acervo cultural, que preservamos com tanto carinho, deixamos às futuras gerações, deveras engrandecido, porque nos esforçamos em honrar aqueles que, Euclides Bandeira e Emiliano Perneta à frente, nos entregaram e confiaram.

O Centro de Letras do Paraná fez história, incorporando-se à própria História do Paraná.

É, pois, motivo e ensejo de glória para todos nós, pela sua própria tradição.

E, no conceito do nosso David Carneiro, historiador e confrade ilustre, “A tradição é para os povos como a experiência da vida para os indivíduos. Se estes esquecem o seu passado, se perdem a consciência de sua existência, tendem a anular-se ou, quando menos, a repetir os mesmos erros já cometidos, porque o farol com que os indivíduos se conduzem é a experiência da vida armazenada da memória” (In “Pensamento de todos os tempos”, de Jeorling J. Cordeiro Cleve).

Praza aos Céus que o futuro seja risonho e feliz e que, aqueles que nos sucederem, possam usufruir do Sodalício em toda a plenitude!

Curitiba, primavera de 2012

Luiz Renato Pedroso
Presidente

História do Paraná – Momentos Marcantes

capa-historia-do-paranaO Prof. Antonio Celso Mendes acaba de lançar seu novo livro “História do Paraná – Momentos Marcantes”. Confira em nossa página de Livros e adquira já o seu através de nossa página de Contato.

Perscrutando a vida do Espírito

O Espírito está em nós ao percebermos o surgimento  do amor, da justiça, da verdade, do bem, da beleza, da vida e da liberdade, coisas que não se encontram no mundo da matéria, mas que são como luzes a guiar nossas inspirações. O encontro de qualquer um de nós com o Espírito se dá de forma virtual, ao observarmos que muitas  coisas são etéreas, simbólicas, mas muito concretas em seus efeitos. Continuar lendo

Manifestações extáticas da espiritualidade

CRISTO, o maior iluminado, é o exemplo mais notável de como o Espírito Paráclito pode atuar em uma vida, conduzindo-a à santidade. Entre vivências extraordinárias, as manifestações extáticas refletem práticas iluminadas de visões e milagres, de origem interna ou externa em mútua dependência. Contudo, na análise histórica do fenômeno, tornam-se preponderantes a presença de causas exteriores, motivando as perspectivas de uma revelação, como aconteceu com Buda e nas experiências dos grandes santos Joana D’Arc, São Francisco de Assis ou nas aparições de Lourdes, Fátima e Guadalupe. Continuar lendo

Fundamentos objetivos da experiência religiosa

Sabemos que a experiência religiosa tem fundamentos subjetivos e objetivos. No primeiro caso, trata-se de motivações surgidas a partir de nossa condição vital, sujeita seja ao milagre de sua ocorrência, seja à sustentação de suas condições, precárias e sempre à mercê de suas fragilidades. Nossa condição orgânica sempre está a merecer cuidados, mantidos saudáveis apenas por constante vigilância, o que não esgota nossos limites naturais. É como se fôssemos  criados para não aceitar o fato da  morte. Dessa forma, deixar nossas fragilidades aos cuidados da providência divina resulta em forte alívio nas preocupações, corroborando nossas condições de serenidade e alívio quanto ao futuro de nossas vidas. Continuar lendo

O ser, diferenciado nos três Universos

BlueLightBurstO SER é ímpeto criador de formas e substâncias, que são pura potencialidade em seu surgimento. Ele é causa do substrato da aparição, cujo resultado é puro milagre. No entanto, o ser pode ser considerado ontologicamente diferente, quando analisado sob a perspectiva dos três universos paradigmáticos:

No macrocosmo ele é tautológico, afirmando-se por si mesmo
No microcosmo ele é quântico, apenas provável
No mundo virtual ele é simbólico, produto de cultura.

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