Sobre Administrador

Luís Guilherme Bergamini Mendes, administrador do portal Filosofia para Todos.

Homologias Simbólicas

Em nossa mente podemos verificar facilmente a distinção entre representações sensíveis e representações mentais, estas girando apenas em torno de seu autofuncionamento. Verifica-se também que a capacidade humana de apresentar suas representações mentais se dá de maneira abrangente e variada, caracterizando bem as formas pelas quais ela se coloca acima da materialidade, formando conceitos em nível abstrato. Continuar lendo

Universo Virtual

O Prof. Dr. Antônio Celso Mendes acaba de lançar seu novo livro Universo Virtual – Presente no mundo cósmico, quântico e cultural -, publicado pela Editora Juruá.

Meditar sobre o Espírito é o que há de mais importante na realidade humana, por ser Ele o condicionante fundamental de nossos conhecimentos e de nossos sentimentos, seres que somos, dependentes também das condições aleatórias da nossa existência e de nossas intuições.

O autor vem se dedicando durante toda sua vida sobre as condições culturais que envolvem este terceiro milênio, na convicção de que a nova era se destina a revelar tudo o que o ser humano tem de mais original: a sua consciência, posta a serviço de sua verdadeira identidade e também do sentido de uma autêntica evolução para a humanidade.

Os temas aqui tratados constituem a variedade dos assuntos que ele teve a graça de desenvolver, todos de real interesse para todos aqueles preocupados com seus destinos transcendentes e transcendentais, o que não deixa de ser também uma preocupação inerente à própria condição de toda a humanidade.

Para adquirir o livro, visite o site da Editora Juruá ou entre em contato conosco através do link Contato.

A tríade psíquica de Malebranche

Resulta assaz estimulante a intuição mística criada pelo pensador francês NICOLAS MALEBRANCHE (1638-1715), segundo a qual Deus ocupa um lugar de destaque em nossa psique, mantendo nossa vida, resumida em  sensibilidade, imaginação e racionalidade (Nós vemos todas as coisas em Deus). Tal ocasionalismo nos dá assim a garantia de nossa importância como seres viventes, confirmando a afirmação de  São Paulo no areópago: “NEle vivemos, nos movemos  e existimos”(At: 17, 28). Sem dúvida, a única forma de resgatarmos a dignidade humana será através de sua vinculação essencial a algo divino, depois que DARWIN nos igualou a meros macacos que evoluíram (sic)! Continuar lendo

Do nada à existência

Por que existem as coisas em vez do nada é pergunta recorrente na história do pensamento humano e qualquer resposta natural não esgota o mistério de sua ocorrência (sic). Trata-se aqui do surgimento de uma compreensão só acessível ao seu humano, através de sua capacidade mental, espiritual e abstrata, algo ainda mais notável que a própria concretude do Universo!

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Reflexões sobre processos miméticos

A cultura grega nos legou os conceitos de mímesis e poiesis, o primeiro referente aos processos de imitação e o segundo como formas de criação relativamente incondicionadas, como ocorre na poesia e nas intuições conceituais, aparentemente inovadoras. Digo aparentemente porque, no final, ambas se nos apresentam dependentes das influências que as antecedem (sic). Continuar lendo

Deus: uma invenção?

RENÉ GIRARD, pensador católico francês (1923-2015), indagado sobre a realidade de Deus como uma invenção humana, prontamente respondeu pela negativa, com base em sua crença cristã e em sua epistemologia mimética. Não obstante, o que esta teoria do conhecimento quer dizer? Ora, justamente o fato de que tudo o que o ser humano compreende, é, no final, apenas uma abstração, tendo  por base, porém, suas condições primárias de embasamento.

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Espírito quântico

Meu eu, espírito virtual
Estranho ao material
Tem forte luminescência
Indicando transcendência

Espírito, eterno pulsar do Universo
É partícula em reverso
Refluindo o caos do disperso

Percepções em abstrato
Refletindo o substrato
De sua origem divina
Como milagre que  ilumina

Uma visão holística do Universo

É sintomático  verificar que há ainda muitos autores materialistas que insistem em suas teses radicais, disfarçando-as de boas promessas futuristas, como se constata com o festejado HOMO DEUS, de Yuval Noah Harari (SP, Companhia das Letras, 2015). Não obstante, faz- se necessário  considerar as dúvidas patrocinadas pela ciência, que nos apresentam um Universo bastante complexo e precário, contrariando tais atitudes promissoras da redenção autônoma  da humanidade, demandando bastante humildade e pronto reconhecimento das incertezas que cercam a realidade como um todo. Continuar lendo

Olhar revelador

Universo  escuro
Trevas que conjuro
Almejo o sol que ilumina
E faz brilhar minha retina

O sol que nos faz ver
Cria luz a preencher
O mundo preto do escurecer

Olhar
Foco reluzente
É perceber num único repente
O milagre do ser em minha mente

O pulsar quântico do Universo

Dizer que a realidade do Universo, em sua essência, é pulsar quântico, significa entendê-lo como ondas oscilantes que se alternam constantemente em partículas, dentro das incertezas que cercam o mundo dos átomos (HEISENBERG). Porém, isto não se dá nas perspectivas da física clássica, por fazer parte do universo peculiar das micropartículas. Assim, este pulsar dá o perfil de todos os fenômenos que observamos, desde o surgimento ou extinção de planetas, como também as sístoles e diástoles dos batimentos de nosso coração. Como consequência, tudo se torna evanescente e virtual, pela incerteza e oportunidade de tudo o que ocorre. Continuar lendo